Tempo lento


Como poça de sorvete na calçada suja

Arrastado é o ponteiro do relógio, ou, o digital que não muda os minutos.
Estão escangalhados?
Talvez!
Mas essa pode ser a sensação do tempo para quem precisa que as horas passem rápido, e teimosas implicam, empacam e irritam. O que acontece quando existe um espaço enorme e vazio dentro de si e todos em volta estão de alguma forma atrapalhando? Nada para fazer ou esperar. Nada para perder ou recuperar. Apenas as horas precisam passar porque se quer chegar ao fim do sofrimento.



Ah! Existe um sofrimento! Este presente no caminho das horas, esquecido e estático pode ser um algoz da alma!


Já observou um morador de rua? Principalmente em dias muito quentes ou muito frios vê-los pode causar um espanto ou mesmo curiosidade. Como conseguem? Mas, me pergunto o que os faz diferente dos outros que partem, ou chegam, ocupados, saciados, “murmurentos”, cheios de problemas para resolver, insatisfeitos buscando alguma coisa. Um pote de ouro no fim do arco-íris talvez! Diferentes e próximos, um limite tênue entre o cara deitado na calçada e o em pé no ponto de ônibus. Seria um desistente e um insistente! Bom o sofrimento está em toda parte, mas parece que uns são vítimas e outros são heróis. O de pé pode se sentir vítima e o da calçada um herói. Não sabemos! O tempo, no entanto passa lento ou rápido e você decide aproveitar, reclamar e até desistir de tudo, mas, é bom lembrar: as horas não voltam mais!

A vida sempre oferece muitas opções. Porém, os sentimentos e crenças podem vir a ser ilusões, e assim fazer a vida ser direcionada por uma única regra assumida como vital. Sabota-se, sem perceber, para fazer valer a dita regra que acontece na malfadada vida, do tipo: tudo dá errado pra mim! Mas, se por um instante desconfia-se que se têm outras opções, aquela regra caprichosa e cativa se torna uma ideia apenas, uma ilusão. Como desconstruir um mundo tão seu, dolorido ou aparentemente feliz, tão particular, tão certeiro de acontecer? Nesse momento, a curiosidade pode salvar quando não houver mais esperança. Uma ajuda pode dar a mão e abrir junto à janela que dá para um mar de opções.

Não precisa acreditar num primeiro momento, apenas estranhe e prove!

Se você ou alguém próximo está diferente do que sempre foi. Sua aparência pode ser descuidada, como nunca fora. Continuamente está triste e desanimado, ansioso ou até agressivo, vive momentos de profundo afastamento do mundo. O tempo se torna tedioso e vive a sensação de que tudo dá errado e é ruim, e o melhor talvez fosse acabar com tudo. Ou, ainda, pode até estar dizendo para si mesmo que ficar quieto em silêncio e com poucos movimentos é o necessário nesse momento, numa espera que tudo, por si só, encontre organização e melhore algum dia. Se esse cenário não sai de cartaz é preciso buscar de ajuda.

Psicoterapia, um espaço que oferece escuta cuidadosa e atenta!

Claudia Carvalho Amaral
Psicóloga Clínica

Psicoterapia Individual e com Casal
Freguesia / Barra da Tijuca
21 99391-8093

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