Impublicável
Nas festas e nas oportunidades de estar junto de modo especial, com pessoas e grupos, acontecem reencontros exuberantes com parentes e amigos. Ou mesmo naquele momento do almoço de domingo! À mesa, ou em qualquer outro lugar e evento, se manifesta o tipo de comunicação costumeiro, os afetos, os projetos, as frustrações, as alegrias, as reclamações.
Cada pessoa pode se perceber como protagonista de sua própria história, com seu modo de ser peculiar. Em outro momento, cada pessoa dentro da história partilhada, coletiva, e por ela impregnada, pode ser seriamente chamado, numa contramão do fluxo dos encontros, a se comprometer com a sua própria história singular de: solidão, decisões, lembranças, mensagens e emoções. Ou ainda, submisso ao momento e aos ritos dos relacionamentos, se mantém envolvido sem pensar como, tudo é distração e anestesia-se, no calor do encontro, dos dramas particulares. Mas, por vezes ainda, abafado pela sinfonia do acontecimento, há um grito saído da vivência singular que pode tentar se manifestar de vários modos: fisicamente, emocionalmente, no comportamento, nas dificuldades dos relacionamentos...
Cada pessoa pode se perceber como protagonista de sua própria história, com seu modo de ser peculiar. Em outro momento, cada pessoa dentro da história partilhada, coletiva, e por ela impregnada, pode ser seriamente chamado, numa contramão do fluxo dos encontros, a se comprometer com a sua própria história singular de: solidão, decisões, lembranças, mensagens e emoções. Ou ainda, submisso ao momento e aos ritos dos relacionamentos, se mantém envolvido sem pensar como, tudo é distração e anestesia-se, no calor do encontro, dos dramas particulares. Mas, por vezes ainda, abafado pela sinfonia do acontecimento, há um grito saído da vivência singular que pode tentar se manifestar de vários modos: fisicamente, emocionalmente, no comportamento, nas dificuldades dos relacionamentos...
Hoje, além de tudo que é próprio ao cenário de famílias, existem muitas novas formações e não só aquela tradicional: papai, mamãe e filhos. Hoje também, temos muitos canais de divulgação e de vitrine de mudanças desses retratos de família. O filme “Beleza Americana”, uma produção de 1999 já colocava nessa vitrine, como num reality show, uma experiência sem máscaras, e desilude aqueles que vivem em casas mágicas querendo acreditar ou fazer acontecer uma família do comercial de margarina, por outro lado conforta aqueles que percebem que de perto, como em sua casa, todos vivem suas esquisitices.
A imagem de cada pessoa sobre si mesma é também alimentada por este lugar familiar, do modo que for: esquisito, alegre, competitivo, cheio de dilemas, agradável; em fim o da origem, do convívio na família. Ao pedido de ajuda terapêutica recorrem pessoas que se veem em meio a problemas e não se sentem capazes de resolver sozinhos. Mas, não é só a família da casa e do dia-a-dia! Quando acontece a busca por ajuda profissional especializada (psicoterapia) aquele que está angustiado ou perdido, a princípio, quer também um ajuste para uma imagem pessoal, deseja se sentir melhor, e também para seus relacionamentos em todas as suas expressões, tipos e lugares. E, de um modo geral, solicita um rumo de organização dos pensamentos, das suas atitudes e dos seus sentimentos. Esta busca por organização tão significativa e personalizada acaba por providenciar a possibilidade de abertura e liberdade. Isto pode mudar muita coisa nos cenários de convívio. Pode restabelecer o movimento nas relações, que na maioria das vezes motivam e facilitam os projetos pessoais, e que fazem sentido para si e para o seu sentido de pertencimento a esse grupo ou a qualquer outro grupo.
Na fotografia, nas mídias sociais aparece o estilo que se quer e consegue estampar socialmente, o que certamente é útil e prazeroso, mas há limites para o espaço de realizar o sonho ideal! Na dimensão do cotidiano e sua vivência concreta sob o sol ou a lua, pode acontecer uma preocupante negociação, retenção, encobrimento de uma circunstância íntima, danosa, difícil de ser comunicada ou até mesmo de ser reconhecida, por vezes impublicável. Um sinal para um corajoso pedido de ajuda.
Claudia Carvalho Amaral
Psicóloga Clínica
Psicoterapia Individual e com Casal
Freguesia / Barra da Tijuca
21 99391-8093 Freguesia / Barra da Tijuca


