Diferentes e juntos no mundo
A fórmula da Paz! O mundo parece se movimentar por infinitas regras, que não cessam de surgir! Buscam-se modelos, como se fossem trilhos de vida. Esse contexto vem de longa data. Mas e a Paz? O que tem ela com as regras e os modelos? Bom, estes podem acender uma luz! A ausência ou a presença dos modelos só evidenciam que de alguma forma eles estão aí!
Desde que nascemos entramos numa cena com um elenco já completo. Lá estão: mãe, equipe médica ou quem vier para ajudar nesta nossa estréia. Isto é, já estamos metidos nessa de ter que se relacionar com alguém, com alguma coisa, com si mesmo ou com o pensamento sobre alguém, sobre alguma coisa ou sobre si mesmo. Então, se já era pra ser assim, qual a dificuldade em se relacionar? A dificuldade veio no pacote da vida. Ela pode ir se montando no desenrolar dos próximos capítulos.
No dia do casamento, seja ele uma festa ou somente o juntar as escovas de dente, as expectativas podem ser as melhores, no entanto com o passar dos anos, o convívio pode se tornar uma guerra. Bom até aqui temos: o anseio pela paz; modelos presentes ou ausentes; a certeza de acontecer encontros; as expectativas; o convívio e a possibilidade deste vir a ser guerra, crise do relacionamento...
Reparem que na cena de estréia, no dia mágico do nascimento recebemos uma certidão com o nome para nos identificar, mas não veio manual de como funciona o mundo e como melhor proceder nos encontros que virão. O mundo nos oferece vários modelos de orientação e estes tendem a dizer como tudo deve e tem que acontecer para ficarmos de bem com a vida. Será que em meio às orientações encontra-se a paz desejada? Se as orientações dessem conta de nos ensinar e nós de aprender, não existiriam crises e separações!
No caminho nos deparamos com dados reais nos encontros que confrontam nossas expectativas: temos diferenças! E estas podem ser tomadas como um inferno. Neste momento, o do inferno dos interesses, é que acaba a comunicação e a batalha começa. As informações ameaçam, disparam as falas primeiro para ouvir depois, dois times entram em campo. Alguma coisa acontece: podem falar a mesma coisa, mas o que se escuta é o oposto. Parece que um canal foi esquecido. O conflito acontece porque há divergências, isso é fato! No entanto a boa vontade, ou seja, a vontade de querer o bem parece ter desaparecido. Muitas vezes essa é a cena.
Caminhar junto, partilhar uma história e conviver em paz é contar com as diferenças, é também, como diz o poeta, “caminho que se faz ao caminhar”. Somos todos únicos, singulares no modo como pensamos e agimos e os relacionamentos acontecem sem fórmulas antecipadas. Para a paz é preciso refletir sobre limites que as diferenças impõem e usar a criatividade para lidar com os conflitos.
Claudia Carvalho Amaral
Psicóloga Clínica
21 99391-8093
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos



Comentários
Postar um comentário
Olá! Legal você comentar!